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  • Estudo dos 500 Anos da Reforma Protestante - Sola Gratia

    08/10/2017 por

    Sola Gratia – Somente a Graça A graça de Deus: sim, doutrina de méritos e indulgências: não!

    Texto básico: Efésios 2.8-9

    Sola gratia Expressão latina que significa “graça somente”. Doutrina luterana da REFORMA segundo a qual a SALVAÇÃO de Deus é dom gratuito efetuado pela morte expiatória de Cristo e pela RESSURREIÇÃO, não por obras humanas. A JUSTIÇA ou JUSTIFICAÇÃO, procede somente do dom gratuito da graça de Deus, por meio da fé. A doutrina católica romana, por outro lado, insistia em que Deus exige cooperação humana voluntária, embora somente ele fosse capaz de tornar possível tal cooperação.

    Introdução

    A doutrina da salvação pela graça, foi fundamental para a volta da doutrina bíblica pós Reforma. A salvação do homem não depende de si mesmo, mas exclusivamente de Deus, gratuitamente, não por mérito. Tal doutrina incomoda, porque está fora do alcance do homem, salvar a si mesmo. O resgate da doutrina da salvação pela graça, foi feito pela teologia reformada, que ocorreu no século 16.

    Porque Lutero se tornou monge?

    Martinho Lutero (1483 - 1546) nasceu em Eisleben, na Saxônia, descendente de uma família de camponeses. O pai trabalhava numa mina de ferro e era homem de parcos recursos, durante a infância de Lutero, mas, progredindo depois, conseguiu dar ao filho uma educação aprimorada. O preparo religioso de Lutero teve como base aquela piedade simples da família alemã na Idade Média, de mistura com a superstição característica da era medieval. Na sua infância, como na idade adulta, foi profundamente religioso, mas sem exageros, revelando alegria de viver. Aos 18 anos ingressou na mais famosa universidade alemã, a de Erfurt, com o propósito, como era o desejo do pai, de estudar Direito. Levou quatro anos nos estudos preliminares da sua futura carreira profissional, aprofundando-se na filosofia medieval. Era muito estudioso, orador fluente e polemista, gostava de música e era muito sociável.

    Torna-se monge

    Já estava para iniciar a sua vida profissional, quando, repentinamente, para grande desapontamento do pai e dos amigos, tornou-se monge, entrando para o Convento dos Agostinhos em Erfurt. Tornou-se ansioso por sua salvação; como ele próprio dizia, duvidava de si mesmo. Para um homem medieval, o caminho mais acertado para a salvação era o da vida monástica. Esse caminho Lutero seguiu, sacrificando, por causa da salvação da sua alma, tudo o que o mundo lhe podia oferecer.

    A luta espiritual de Lutero e o progresso que alcançou em sua revelação.

    Batalha interior

    No mosteiro, sustentou consigo mesmo uma tremenda batalha espiritual. Tinha entrado ali à procura da salvação, mas não encontrou a paz e a segurança de quem está no caminho de Deus. Excedeu-se em jejuns, vigílias, flagelações e procurava no seu confessor a absolvição para os mais leves pecados, até que o aconselharam a moderar a sua austeridade e confessar-se menos vezes. Foi em vários aspectos, um monge de vida modelar e se tornou famoso na Ordem, por sua piedade. Fustigado pelo pecado

    Não obstante, a sua alma ardia com o sentimento do pecado e com o pensamento constante de estar debaixo da ira divina. Tentou seguir o caminho da salvação segundo o ensino da Igreja medieval, e sentiu que tal ensino era totalmente ineficaz para o que sua alma ansiava.

    Influências benéficas

    Livrou-se dessa indescritível angústia, desse terror espiritual, pelo que lhe foi revelado a respeito da verdade central do Evangelho de Cristo. A isso foi levado por várias influências. O vigário geral da sua Ordem, Staupitz, ensinou-lhe que Deus era misericordioso. Para Lutero, Deus só fazia castigar o pecador por meio da sua justiça.

    Wittenberg

    Além disso, Staupitz, deu-lhe trabalho, coisa que lhe foi muito agradável: a cadeira de Filosofia na nova universidade de Wittenberg. Lutero também encontrou a verdade a respeito da graça divina para com os pecadores. Na obra de Bernardo de Claraval. Ao lado de tudo isso, era ardente leitor da Bíblia, especialmente naquilo que se relacionava com o seu ensino de Teologia em Erfurt, pois então já tinha deixado Wittenberg.

    Carreira intelectual

    Antes de se revela como reformador, Lutero teve uma vida muito agitada. Entrou no mosteiro em 1505, foi ordenado em 1507, em 1508 foi a Wittenberg, em 1509 a Erfurt, em 1511 foi convidado a ensinar na universidade de Wittenberg, cidade em que residiu daí em diante.

    A visita de Lutero a Roma. Quanto era ele conhecido antes da Reforma.

    Visita a Roma No verão de 1511, a negócios da sua Ordem, fez uma visita a Roma, visita que tem sido muito mal entendida. Rezou em muitas igrejas e lugares sagrados de santos e de mártires. Viu muitas relíquias e ouviu muitas histórias dos seus poderes milagrosos. Para livrar seu pai do purgatório, subiu de joelhos a Scala Sancta, a escadaria que se diz ter sido trazida da casa de Pilatos, repetindo em cada degrau, o Pai Nosso. Dúvida Ao chegar ao topo, surgiu-lhe a pergunta: “Quem sabe se tudo isso é verdade?”. Mas isso logo passou, apesar de escandalizado com muita coisa que vira em Roma.

    Doutor em Teologia

    Não obstante sua fé na Igreja não sofreu arrefecimento. Voltou ao mosteiro e ao seu ensino. Em 1512, tornou-se doutor em teologia em Wittenberg. Depois ele próprio confessou que, a esse tempo, era ainda ignorante do Evangelho.

    A experiência da torre de Lutero Porém, em meio aos seus estudos teológicos, Lutero se deparou com uma crise espiritual envolvendo a questão da soterologia – estudo da salvação do homem. Em 1515 Lutero passaria pela chamada “experiência da Torre”: no alto da torre de Wittenberg, estudando a fim de encontrar respostas para as questões envolvendo a salvação, se deparou com o Salmo 30 – “liberta-me em tua justiça” – e assim Lutero passou a compreender a justiça de Deus, não como algo punitivo, mas sim como sendo a demonstração da misericórdia de Deus frente aos pecadores. Depois disso, conta Lutero em sua autobiografia: “me senti renascido, entrando no paraíso por suas portas abertas”. E em 1517 Lutero escreve as 95 teses, um convite aberto ao debate sobre algumas posturas morais da Igreja – documento que em vias de fato é contestado por alguns historiadores. As 95 teses, diz a tradição, foram afixadas nas portas da Igreja do Castelo de Wittenberg e a escrita desse documento teria sido motivada em meio a uma campanha de cobrança de indulgência, organizada por Johann Tetzel – “assim que uma moeda tilinta no cofre, uma alma sai do Purgatório”: eram as palavras de Tetzel que fez de sua campanha de perdão dos pecados um verdadeiro comércio de compra e venda da salvação.

    Desvios da Doutrina Bíblica

    Todos estas doutrinas e dogmas foram inventados e introduzidos por homens, sem nenhum fundamento bíblico.

    II Pedro 1.20-21: 20 sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; 21 porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.

    Ano 310 Reza pelos defuntos 320 Uso de velas 375 Cultos aos Santos e Anjos 394 Instituição da Missa 431 Inicia-se o culto à virgem Maria 500 Uso da roupa Sacerdotal 526 Extrema Unção 593 Doutrina do purgatório é introduzida 600 Serviços em latim/Rezas dirigidas à Maria 607 Bonifácio III se declara o Único “Bispo Universal” (Papa) 709 Obrigatoriedade de se beijar os pés do “Bispo Universal” 754 Doutrina do poder temporal da igreja 786 Adoração de imagens e relíquias 850 Uso da água benta 890 Culto à São José 993 Canonização dos santos 998 Jejum às sextas-feiras 1003 Instituição da festa dos fiéis defntos 1074 Celibato Sacerdotal 1076 Dogma da infalibilidade da igreja 1090 Aparece o rosário 1184 Instituição da Santa Inquisição 1190 Vendas de indulgências 1200 O pão da comunhão foi substituído pela hóstia 1215 Criou-se a confissão auricular 1215 Dogma da transubstanciação 1220 Adoração da hóstia 1229 Proibição da leitura da Bíblia 1245 Uso das campainhas na missa 1316 Instituição da reza da “Ave Maria” 1414 Eliminação do vinho na comunhão 1439 Decretada a doutrina do purgatório 1545 Doutrina que equipara a tradição com a Bíblia 1546 Introdução dos livros apócrifos 1600 Invenção do escapulário (bentinho) 1854 Dogma da imaculada conceição de Maria 1864 Condenação da separação entre igreja e estado 1870 Declaração da infalibilidade papal 1950 Dogma da presença real e corporal de Maria no céu, ascensão 1965 Maria é proclamada mãe da igreja Tg 3.1-2 – Tropeçamos em muitas coisas

    1Jo 1.5-10 – Todos temos pecados

    Tg 2.1-13 – Se tropeçar em um só ponto…

    Ef 2.1-3 – Mortos em delitos e pecados

    1Co 6-14 – Discernimento espiritual

    2Co 4.1-6 – O evangelho encoberto

    At 26.16-18 – A ação da graça

    Conclusão A doutrina das indulgências e a prática da realização de missas em favor dos mortos deram grande vigor à doutrina de salvação com base em méritos humanos. Essa doutrina colocou em xeque a doutrina da salvação pela graça, retomada por Lutero e enfatizada fervorosamente pela teologia reformada. Nada de méritos humanos para a salvação. Nada de colaboração com Deus para a salvação. Somos salvos pela graça. Sola gratia.

    Sugestão de vídeo: Para ter uma boa ideia do efeito devastador causado pela cobrança de indulgências na Idade Média, assista ao filme Lutero. Você consegue perceber algum reflexo dessa prática medieval na igreja contemporânea?

    Textos para meditação: Tg 3.1-2 – Tropeçamos em muitas coisas 1Jo 1.5-10 – Todos temos pecados Tg 2.1-13 – Se tropeçar em um só ponto… Ef 2.1-3 – Mortos em delitos e pecados 1Co 6-14 – Discernimento espiritual 2Co 4.1-6 – O evangelho encoberto At 26.16-18 – A ação da graça

    Compilado por Carlos Pires em 11/08/2017.